Voz do Amapá

22 dias de escuridão: Cinco anos do apagão que parou o Amapá. Você lembra?

Um dos episódios mais traumáticos na memória do amapaense acaba de completar cinco anos.

22 dias de escuridão: Cinco anos do apagão que parou o Amapá. Você lembra?

04/11/25

Se você estava no estado em 3 de novembro de 2020, certamente se lembra da noite de chuva forte e raios que marcou o início dos 22 dias em que 13 dos 16 municípios ficaram sem eletricidade, sendo quatro dias de escuridão total.

O blecaute começou após um incêndio na subestação elétrica da Zona Norte de Macapá, que inutilizou o transformador principal, responsável por abastecer a maior parte do estado, deixando cerca de 730 mil pessoas sem energia.

Em plena pandemia de covid-19, a população precisou lidar, de repente, com a ausência completa de luz e de respostas.

Sem energia, a água parou de chegar às torneiras, os bancos fecharam e os serviços de telefonia e internet foram interrompidos. Nos primeiros dias, a incerteza dominava: ninguém sabia o que havia causado o apagão nem quanto tempo ele duraria.

Como conservar os alimentos? Como enfrentar o calor sem ventilador? Como falar com familiares e amigos?

Enquanto alguns buscaram abrigo em hotéis com gerador ou viajaram para outras cidades, a maioria resistiu como pôde: à luz de velas, coletando água da chuva, dormindo nas áreas externas das casas e filas imensas em postos de gasolina.

A rev0lt4 cresceu. Protestos se espalharam pela capital, e nas redes sociais a hashtag #SOSAmapá ganhou força, chamando a atenção da mídia nacional.

Em 7 de novembro, começou um rodízio de energia, com turnos de seis em seis horas por região. E, 22 dias depois do incêndio, a energia foi finalmente restabelecida em todo o estado, encerrando um dos capítulos mais marcantes e dolorosos da história recente do Amapá.

Em fevereiro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) no Amapá ingressou com uma ação judicial para responsabilizar órgãos públicos e empresas privadas pelos prejuízos provocados pelo apagão.

O órgão também pede que os consumidores afetados pelas falhas que causaram o apagão sejam indenizados, com o pagamento de danos morais coletivos e danos sociais, cujos valores podem chegar a R$ 70 bilhões.

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