60 anos depois: União vai indenizar família de perseguido pela ditadura no Amapá
A sentença reconheceu que ele foi preso por motivação política.

Foto: Acervo DOPS/Arquivo Público-RJ
A Justiça Federal do Amapá condenou a União a pagar R$ 200 mil à viúva e aos seis filhos de Luís Messias Tavares, ex-agente de polícia e liderança estudantil perseguida durante a ditadura de 1964.
A sentença reconheceu que ele foi preso por motivação política, mantido em condições degradantes na Fortaleza de São José de Macapá e exonerado do serviço público. A decisão considerou o relatório da Comissão Estadual da Verdade do Amapá.
Segundo o processo, Luís Messias sofreu um surto psicótico associado a um AVC aos 25 anos e ficou com sequelas permanentes. Ele morreu em 2011.
A Justiça também reconheceu os impactos da perseguição sobre a esposa e os seis filhos, incluindo a perda do sustento e a desestruturação familiar.



