Amapaense cai todo dia no golpe de compra e venda dos eletrônicos
As vítimas são selecionadas por anúncios nas redes sociais
O vídeo que abre esta matéria é de um estelionatário que tentava aplicar um golpe na universitária Jasmine Santos. É conhecido como “Golpe da intermediação” A estudante vendia um celular avaliado em R$ 1.500 reais. O estelionatário disse que ia comprar, mas que outra pessoa iria pegar no lugar dele, porque era um presente. O bandido fez o seguinte pedido: 'diz que o valor foi menor'. Na verdade, criminoso estava negociando o aparelho como se fosse o dono, e tentava enganar um terceiro. O combinado era que a vítima fosse pegar o celular no endereço de Jasmine e lá ficaria sabendo que pagou para outra pessoa(um desconhecido). A universitária desconfiou,não aceitou a transação e recebeu um áudio de deboche. (o que você viu no vídeo)
O estelionário sumiu.
Golpes diários
A Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio(DCCP) registra pelo menos um caso por dia de ocorrência de vítimas que foram enganadas por estelionatários ou assaltantes nas negociações de compra e venda. De acordo com o delegado titular da DCCP, Kleyson Fernandes,
"Os bandidos agem de diferentes formas, uns enganam só na lábia. Outros na conversa e depois usando a violência.
Conheça os golpes mais comuns que estão ocorrendo no estado:
Golpe do Pix agendado
O comerciante Anderson Aragão, de 25 anos, foi localizado por um criminoso pelo anúncio que fez nas redes sociais da venda de um som. O 'comprador' disse que faria um Pix no ato da entrega do produto, no valor de R$ 3 mil. O estelionatário prometeu o pagamento na hora da entrega e enviou um carro de frete, no bairro Jardim Marco Zero, em Macapá, para pegar o eletrônico. O Pix estava agendado (aquele que não é pago na hora e pode ser cancelado depois). Desconfiada, a esposa de Anderson fotografou a placa do carro. O dinheiro não caiu, e pela placa, o motorista foi localizado e entregou o endereço do estelionatário. O som foi recuperado e o bandido, preso."
Roubo na hora da entrega
"Neste outro caso, a vítima estava negociando um celular. O valor era de R$ 600. Marcou de levar o produto para o assaltante, numa rua isolada, conhecida como Avenida Sol Nascente, no Marabaixo 4. A dona do celular e o irmão pegaram um carro por aplicativo para fazer a entrega. O irmão saiu do carro para repassar o celular, foi ameaçado com um revólver e entregou o telefone. O bandido saiu correndo. A irmã da vítima fez a foto do assaltante.

Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio
"O delegado titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) Kleyson Fernandes explica que mais de trinta casos chegam por mês à delegacia. E alerta:
'Quando o bandido marca em locais aleatórios (distantes) para receber o produto, normalmente é em áreas dominadas por faccções. O risco é gigantesco da pessoa além de perder o bem, ser ferida ou morta. A dica é sempre marcar em locais bem movimentados, como shopings" orienta o delegado
Cuidado nas operações com Pix
Também é muito comum, segundo o delegado, as pessoas serem vítimas do pix agendado. Na pressa de fecharem o negócio, o vendedor não presta atenção nas informações do print do recibo ,que indica pagamento agendado. Assim que subtrai o bem, a operação bancária é cancelada.
É preciso prestar muita atenção para a data do pagamento, se não foi no dia da venda, é bom desconfiar.” diz Kleyson

Importância do B.O
A orientação do delegado Kleyson é que as vítimas registrem o Boletim de Ocorrência. A Polícia Civil investiga vários casos e pelo modo de atuação ,em muitos casos, consegue localizar o paradeiro do bandido. A PC também tem tecnologia, para resgatar celulares, realizando o rastreamento. O percentual de recuperação ultrapassa os 50%.


