Voz do Amapá

Audiência pública discute combate à “bruxa da mandioca” no Amapá

A doença teve seus primeiros focos detectados em 2023, em plantações em Oiapoque.

Audiência pública discute combate à “bruxa da mandioca” no Amapá

15/04/25

Para amenizar os danos causados aos agricultores durante a colheita da macaxeira, devido à presença da doença conhecida popularmente como “bruxa da mandioca”, uma audiência pública promovida pelo Governo do Amapá e a Prefeitura de Tartarugalzinho reuniu produtores, lideranças locais e representantes de órgãos estaduais para discutir estratégias de enfrentamento à praga.

O encontro ocorreu no assentamento Bom Jesus dos Fernandes e na comunidade de Itaubal. Durante as palestras, foram abordadas orientações como a escolha de mudas sadias, o isolamento de áreas contaminadas, o descarte correto de plantas infectadas e o monitoramento constante das lavouras.

Seis municípios foram afetados pela praga da mandioca: Amapá, Oiapoque, Calçoene, Pracuúba, Tartarugalzinho e Pedra Branca do Amapari. A doença teve seus primeiros focos detectados em 2023, em plantações da região de Oiapoque, comprometendo a produção de diversas famílias, incluindo a subsistência de povos indígenas. Isso afetou não apenas a segurança alimentar, mas também a renda de pequenos agricultores.

Jorge Rafael, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), destacou a importância do trabalho de campo realizado pelos extensionistas rurais, que auxiliam os produtores com técnicas de assepsia dos utensílios, máquinas e roupas usadas no campo.

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Jorge Rafael, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap). Imagem: GEA.

“Nossos técnicos estão diariamente nas áreas, acompanhando de perto cada agricultor no manejo correto e nas práticas seguras que ajudam a evitar a propagação da doença”, afirmou Rafael.

O agricultor Perpétuo Carvalho relatou que as palestras lhe deram esperança e segurança para recomeçar o plantio:

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Agricultor Perpétuo Carvalho. Imagem: GEA.

“As orientações que recebi sobre como evitar a contaminação de outras áreas me deram esperança de recomeçar e seguir em frente. Hoje consigo trabalhar com mais segurança, na esperança de dias melhores”, relatou.

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