Voz do Amapá

Ausência paterna: Amapá registra quase 2 mil nascimentos sem o nome do pai em 2025

O número representa 13,3% dos documentos expedidos até 29 de dezembro deste ano.

Ausência paterna: Amapá registra quase 2 mil nascimentos sem o nome do pai em 2025

29/12/25

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Das 13.664 certidões de nascimento registradas no Amapá em 2025, 1.821 não trazem uma informação essencial: o nome do pai. O número representa 13,3% dos documentos expedidos até 29 de dezembro deste ano.

O índice amapaense chama atenção por estar quase duas vezes acima da média nacional. No mesmo período, em todo o Brasil, 170.998 das 2.469.891 certidões de nascimento emitidas não registraram o nome do pai, percentual de 6,9%. Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil e foram levantados pelo Voz do Amapá, que analisou as informações disponíveis sobre filiação paterna em todo o país.

A ausência paterna nos registros civis não se limita a uma questão burocrática. Especialistas apontam que a falta do reconhecimento formal da paternidade pode gerar impactos sociais, emocionais e econômicos ao longo da vida da criança, além de dificultar o acesso a direitos como pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários.

Embora a legislação brasileira permita que a criança seja registrada apenas com o nome da mãe quando o pai não comparece ou não reconhece a paternidade, o reconhecimento posterior depende, em muitos casos, de ação judicial, o que pode prolongar a ausência do vínculo formal.
 

Publicidade

governo do estado
talento
argos