Voz do Amapá

Caminho das flores: Rosas atravessam o Brasil para transformar sentimentos em homenagens

Em Macapá, cada buquê vendido carrega uma verdadeira operação logística até chegar às mãos de quem vai receber o presente.

09/05/26

A rotina de fazer flores chegarem ao Amapá exige planejamento, rapidez e muitos cuidados. Em Macapá, cada buquê vendido carrega uma verdadeira operação logística até chegar às mãos de quem vai receber o presente.

A afirmação é de Luci Madureira, diretora-geral da “Floricultura Empório das Flores”, empresa consolidada no mercado há mais de uma década.

As flores comercializadas pela floricultura não são produzidas no estado. Elas saem de Holambra, em São Paulo, principal polo de produção de flores do Brasil. Após a compra, seguem para Campinas e, de lá, embarcam em aviões comerciais rumo a Macapá.

Dependendo das conexões e escalas aéreas, a viagem pode durar horas. Quando chegam ao Amapá, as flores são imediatamente levadas para câmaras frias, onde recebem os cuidados necessários para preservar a qualidade e a durabilidade, que pode chegar a, no máximo, 15 dias.

Segundo Luci, qualquer problema durante o percurso ou no armazenamento pode comprometer toda a carga. Uma simples falta de energia, por exemplo, é suficiente para afetar a conservação das flores, que exigem temperatura adequada e manutenção constante.

Apesar dos desafios, ela afirma que trabalhar com flores é também lidar diariamente com sentimentos, histórias e memórias afetivas.

“Vender flores é alimentar amores, esperança e até amenizar sofrimentos”, resume.

Entre os relatos que mais marcaram a empresária está o de um pai que perdeu a filha durante a pandemia. Desde então, todos os meses, na data da morte da jovem, ele compra flores e as joga no rio em homenagem à filha.

Luci observa ainda que o comportamento dos consumidores mudou nos últimos anos. Antes, o Dia de Finados liderava as vendas do setor. Após a pandemia da covid-19, período em que centenas de pessoas perderam a vida no Amapá, muitas pessoas passaram a demonstrar carinho enquanto os familiares e amigos ainda estão vivos.

Aniversários, bodas de casamento e declarações de amor passaram a impulsionar as vendas. “Hoje, todo dia é dia de dar flores”, afirma Luci Madureira.

Agora, a floricultura se prepara para uma das datas mais importantes do ano: o Dia das Mães. A empresa criou coleções de buquês inspiradas em diferentes perfis maternos.

O Buquê Rainha do Lar, com flores do campo, representa simplicidade, leveza e amor genuíno.
O Buquê Mãe Fortaleza, com rosas vermelhas, simboliza amor intenso, coragem e dedicação.
Já o Buquê Mãe Refúgio, composto por lírios, transmite pureza, proteção e acolhimento.

“Toda mulher ama flores. Muitas mães recebem outros presentes, mas são as flores que emocionam, arrancam lágrimas e criam memórias afetivas”, destaca a empresária.

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