Caso Furlan: Ação pede retirada de vídeo de ex-prefeito por propaganda antecipada; manifestações de seguidores reforçam clima de campanha
A ação também aponta que o pré-candidato republicou 31 comentários de seguidores que faziam referência direta à eleição e à intenção de voto.

Foto: Isadora Pereira
O ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, poderá ter que remover vídeo publicado em suas redes sociais por suspeita de propaganda eleitoral antecipada e pedido de voto indireto, de acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE).
A ação também aponta que o pré-candidato republicou 31 comentários de seguidores que faziam referência direta à eleição e à intenção de voto, o que agrava a situação.
Diante disso, o MPE pediu que a Justiça Eleitoral determine a remoção das publicações e proíba o ex-prefeito de fazer novas postagens com conteúdo semelhante até o início do período permitido pela lei, sob pena de multa diária.
ENTENDA O CASO
Nas postagens, o ex-prefeito teria utilizado expressões como “conto com vocês para vencer tudo e todos” e “vamos construir um Estado melhor”. Para o MP, as declarações funcionariam como solicitação de voto de forma disfarçada.
A representação também aponta que Furlan compartilhou vídeos de apoiadores chamando-o de “futuro governador” e republicou dezenas de comentários com menções à eleição. Para a Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá, ao divulgar esse conteúdo em perfis com grande alcance, o político teria ampliado a promoção da própria imagem.
Furlan deixou o cargo de prefeito na semana passada, após ser afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado na Operação Paroxismo, da PF, que apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos em obras do Hospital Geral Municipal. Com a renúncia, quem assumiu a prefeitura foi o presidente da Câmara, Pedro DaLua (União).
Com informações de O Globo.


