Chamamento público pretende reduzir déficit de ônibus na capital
A atual frota em circulação é de aproximadamente 40 ônibus. O necessário estimado é de 120 veículos.

O chamamento público para o credenciamento de empresas que prestarão serviço de transporte de passageiros na capital foi lançado durante uma coletiva de imprensa. O chamamento é diferente de uma licitação. Ele permite a complementação da frota, que está atualmente defasada. De acordo com o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, a atual em circulação das quatro empresas que exploram o serviço é de 40 ônibus. O necessário para atender toda a capital seria quase o triplo: 120 veículos. Duas licitações já foram realizadas. A primeira foi barrada por decisão judicial. Na segunda, as empresas não conseguiram comprovar a capacidade técnica por meio de documentações.

Trabalhadores do setor estão com salários atrasados. O prefeito de Macapá diz que paga subsídios às empresas de ônibus. O benefício é amparado por um decreto municipal de emergência no setor de transporte público, datado de agosto de 2022, no qual já foram pagos R$ 1,5 milhão. Esse recurso garantiria a manutenção do valor da tarifa e dos salários dos funcionários. Furlan disse aos jornalistas que um novo repasse, programado para o dia 14 de agosto, será debitado diretamente na conta dos funcionários do transporte coletivo. Ele acredita que o chamamento público poderá recompor a frota.
"O objetivo é realizar uma recomposição da frota, uma vez que as empresas estão operando com um número reduzido de ônibus e a população sofre diariamente. Estamos buscando alternativas por meio do lançamento deste edital", explicou o prefeito.
A população reclama, e com razão. Em alguns casos, como ônibus para o Goaibal, zona Oeste , e a Ilha Mirim, na Zona Norte de Macapá, a espera pode ser de até três horas. A informação foi confirmada pela CTMac.


