Conheça a tuberculose não diagnosticada em exame convencional
profissionais da saúde recebem qualificação para a testagem com amostra de sangue

Por Redação
A tuberculose latente é uma doença que não é detectada no exame convencional de escarro, pois a bactéria causadora da doença permanece adormecida no hospedeiro e a infecção não é eliminada. Para o diagnóstico, é necessário realizar o teste de liberação de interferon-gama (IGRA), que faz o rastreamento da infecção por meio de um exame de sangue. O método foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em novembro de 2020 e é destinado especialmente às pessoas vivendo com HIV, crianças que tiveram contato com casos de tuberculose ativa entre 2 e 10 anos de idade, e pessoas candidatas a transplante de células-tronco.
A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) capacitou técnicos, biomédicos e bioquímicos das secretarias municipais de Saúde (Semsa) e Vigilância em Saúde de Macapá para coletar amostras no teste da tuberculose latente. O exame é realizado por meio de um fluxo de transporte de amostras e uma estrutura laboratorial adequada, com equipamentos específicos, sendo o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) responsável pela análise do material.
Além do IGRA, são recomendados exames como PPD, que é a triagem padrão para identificar a presença de infecção pela bactéria M. tuberculosis, e radiografia de tórax. Para a investigação da tuberculose ativa, fase em que pode ser transmitida para outras pessoas, é necessário procurar pelos sintomas da doença, que incluem febre, cansaço, sudorese noturna e tosse seca por mais de três meses.
O teste IGRA estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Marcelo Cândia, na Zona Norte de Macapá, e Congós, na Zona Sul. Segundo a superintendente da SVS, Margarete Gomes, esse sistema possibilita a otimização e o acompanhamento das etapas de realização dos exames, a emissão de relatórios quantitativos, gerenciais e epidemiológicos, subsidiando a tomada de decisão no direcionamento de ações em saúde pública.
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