Desigualdade?: Nenhum amapaense é aprovado no curso de medicina da Unifap
O assunto gerou forte debate na internet.

Foto: Unifap/Divulgação
Repercutiu nas redes sociais a informação de que nenhuma das 30 vagas da ampla concorrência do curso de Medicina da Universidade Federal do Amapá (Unifap) foi ocupada por estudantes amapaenses.
O assunto gerou forte debate na internet: de um lado, há quem defenda que o fato de nenhum candidato do estado ter alcançado nota suficiente para ingressar no curso indicaria a necessidade de mais dedicação aos estudos.
Na outra ponta, muitas pessoas chamam a atenção para a realidade enfrentada por estudantes amapaenses, que nem sempre possuem acesso às mesmas oportunidades de preparação que os jovens de outros estados, como cursos específicos, acompanhamento pedagógico e materiais didáticos mais completos.
“Você acha mesmo que esses estudantes de fora são todos de escola pública?”, questionou um internauta.
Até então, a Unifap contava com uma Bonificação Regional, anulada em 2025 por decisão da 6ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amapá, sob o argumento de que a medida feria o princípio da isonomia. A política acrescentava 20% à nota do Enem de candidatos residentes no Amapá, na mesorregião do Marajó e em Almeirim (PA), funcionando como um ‘empurrãozinho’ para estudantes da região.
Outro ponto que intensifica a discussão é que grande parte dos médicos formados no estado não permanece no Amapá, retornando aos seus estados de origem após a graduação. O impacto é sentido diretamente na saúde pública.
Dados da Demografia Médica 2024, do Conselho Federal de Medicina (CFM), mostram que o Amapá possui cerca de 1,5 médico por mil habitantes, número abaixo da média nacional. Além disso, há forte concentração desses profissionais em Macapá, enquanto municípios do interior continuam enfrentando escassez de médicos.


