Eleições 2026: MPE recorre e pede cassação e inelegibilidade de Furlan e Mário Neto
O processo está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

Foto: Fabiana Figueiredo/Mário Neto
O ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD) e o vice Mário Neto (Podemos), podem ter os mandatos cassados e ficar inelegíveis por oito anos após novo pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).
O pedido faz parte de um recurso contra a decisão de primeira instância que havia considerado improcedente a ação de investigação judicial eleitoral.
Segundo o MPE, a decisão limitou a produção de provas importantes para o caso, ao negar elementos que poderiam aprofundar a investigação sobre gastos públicos com eventos e publicidade institucional no período pré-eleitoral.
O recurso aponta um padrão: eventos de grande porte, com participação popular, onde a imagem do gestor era frequentemente destacada por locutores, artistas e pela comunicação oficial.
Outro ponto levantado é o uso indevido dos canais institucionais da prefeitura. De acordo com o MP, perfis oficiais teriam sido utilizados para promover diretamente o prefeito, inclusive com direcionamento para redes sociais pessoais.
Para o órgão, essa prática pode configurar desvio de finalidade e ferir o princípio da impessoalidade.
O Ministério Público pede o reconhecimento de abuso de poder político e econômico, além do uso indevido dos meios de comunicação para promoção pessoal.
Caso o TRE-AP aceite os argumentos, as consequências podem ser cassação dos mandatos de Furlan e Mário Neto, e inelegibilidade por oito anos.
Entenda o caso
O Supremo Tribunal Federal (STF) afastou Furlan e Mário Neto por 60 dias, em 4 de março de 2026, após a segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal. O afastamento foi prorrogado por tempo indeterminado. Mesmo fora do cargo, Furlan renunciou ao mandato para disputar as eleições estaduais de 2026.


