Voz do Amapá

Energia: Atlas solar do AP indica potencial de produção 3 vezes mais que atual consumo de SP

A ferramenta entregará ao povo do Amapá diretrizes para a promoção de emprego e renda, desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental.

Energia: Atlas solar do AP  indica potencial de produção 3 vezes mais que atual consumo de SP

26/08/24

Durante o lançamento do primeiro Atlas Solar do Estado do Amapá, nesta segunda-feira (26), em Santana (AP), o senador Davi Alcolumbre (União-AP), coordenador da bancada federal, disse que a ferramenta entregará ao povo do Amapá diretrizes não somente para a geração de energia solar abundante, como promoção de emprego e renda, desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental. Acompanhado do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, e do governador Clécio Luís, o parlamentar lembrou que a energia solar é, atualmente, uma das fontes de energias alternativas que mais cresce no país, destacando, assim, sua participação na matriz elétrica nacional.

“A energia solar é uma das vertentes mais importantes para a geração de energia renovável, pois permite a produção de energia em grande escala, por meio das usinas centralizadas, como também possibilita que cada pessoa produza sua própria energia por meio da geração distribuída”, frisou Davi Alcolumbre. O Atlas Solar é uma ferramenta importante para quantificar e indicar, por meio de mapas georreferenciados, as regiões mais promissoras em recurso energético solar no estado, incluindo a estimativa do potencial técnico-econômico. O documento oficial referente ao Amapá mostrou que o estado pode garantir a segurança energética e exportar energia limpa para todo o planeta, tornando-se, assim, a capital da margem equatorial.

No Amapá, o atlas foi conquistado por meio de uma parceria entre Alcolumbre, o governo do Estado, o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI). As negociações para essa conquista começaram em 2020, quando o estado  sofreu um triste apagão. Nesse ano, Alcolumbre se reuniu com Legislativo e os Executivos estadual e federal em busca de soluções definitivas para a crise energética amapaense. No ano seguinte, em 2021, o senador articulou o recurso de R$ 5 milhões para que o estudo para identificar o potencial solarimétrico do Amapá fosse realizado.

Inicialmente, foram instaladas estações nos municípios de Santana, Laranjal do Jari, Porto Grande, Ilha de Maracá-Jipioca e Tartarugalzinho. Pesquisas mostram que, com significativo potencial para a concepção da energia solar, o Amapá pode suprir a demanda atual do estado em 72 vezes e, o mais importante, sem prejudicar o meio ambiente. Atualmente, o estado possui a floresta mais conservada do Brasil. “A energia solar é uma importante alternativa energética para se levar energia do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste do Amapá. A ampliação dessa matriz tem um forte papel nas ações de combate aos efeitos do aquecimento global”, disse Davi Alcolumbre.

De acordo com o governador Clécio Luís, o atlas levará ao Amapá benefícios diretos para a população, como energia renovável, desenvolvimento, pesquisa, inovação, geração de emprego de alta qualidade, renda e mudança da matriz econômica. “Tudo isso será possível a partir destes dois estudos. Um deles foi apresentado hoje, que é o Atlas Solar. E o senador Davi pensou exatamente nisso. Mesmo na agonia do apagão, em 2020, onde muitos só se preocuparam em ‘tirar proveito’, o Davi estava socorrendo o estado e pensando no que poderíamos fazer pelo futuro”, reconheceu o chefe do Executivo.

Já o diretor do Senai-RN e do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Diniz de Mello, destacou o grande potencial do Amapá para a produção de energia renovável. “Em uma análise bem simples, utilizando menos de 1% da área do Amapá, nós conseguimos um potencial capaz de gerar mais de 50 vezes tudo que o estado consome de energia. Isso é mais de duas vezes tudo que a região Norte consome de energia. É mais de três vezes uma Itaipu que, durante muito tempo, foi a maior usina geradora de energia do mundo”, explicou.

De acordo com o Atlas Solar, o Amapá tem a capacidade de produção anual de até 426 TWh de energia solar, o que equivale a três vezes o consumo da maior cidade brasileira: São Paulo. Também presente no lançamento, o coordenador de Pesquisa do ISI-ER, Antônio Medeiros, disse que, com os resultados do levantamento, é possível comprovar que o Amapá será um dos grandes potenciais produtores de hidrogênio , o “combustível do futuro”. “Assim como ser um grande produtor de combustíveis líquidos dependentes de biomassa que o bioma da Amazônia pode ofertar, combinado com eletricidade e com a água, que também tem bastante abundância aqui, no estado do Amapá”.

Entre os convidados, também estiveram presentes o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates; o diretor da Eletrobras Eletronorte, Antonio Pardauil; e o superintendente de Negócios Internacionais do Senai Nacional e diretor do Senai-AP, Frederico Lamego.

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