Espécie em extinção: Dinheiro de papel sumiu da Feira do Produtor em Macapá, só Pix
Dona Benedita, da Colônia Agrícola do Matapi, em Porto Grande, que o diga: só vendeu pelo Pix.
O dinheiro em papel está cada vez mais próximo da extinção. Na Feira do Produtor Rural, no bairro Buritizal, em Macapá, agricultores afirmam que é difícil receber uma notinha. Dona Benedita, da Colônia Agrícola do Matapi, em Porto Grande, que o diga: só vendeu pelo Pix.
Ela conta que não sabe ler nem escrever e enfrenta dificuldades para usar a maquininha ou o celular, dependendo sempre da ajuda de parentes e amigos.
"Aí pra mim fica difícil, né? Eu não sei ler, escrever... não sei nada!", desabafa.
Benedita garante ter a laranja mais doce de Porto Grande e, para conseguir ao menos uma nota de papel, está até fazendo promoção: reduziu o preço da saca, que custa R$ 60, para R$ 50, só para levar uma notinha pra casa.
E você, o que acha? Será que o dinheiro em papel vai mesmo desaparecer?


