Polícia Civil indicia ex-prestadores da Cea que cobravam para manter "Gatos" nas casas
Num dos casos, pagamento de R$2 mil foi feito via Pix

De acordo com as investigações da 9º Delegacia de Polícia, dois ex-funcionários estão envolvidos no esquema. Eles agiam da seguinte forma: Identificavam ligações clandestinas nas residências e chamavam os donos para negociar. A promessa era que se houvesse pagamento, o “gato” seria mantido e o proprietário do imóvel não seria autuado, consequentemente não pagaria a multa por furto de energia.
Segundo o Delegado encarregado do caso, Nixon Kennedy, dois “incidentes” já estão nos autos do processo. Um no bairro Nova Esperança, ocorrido em janeiro de 2023 e no Universidade, ambos em Macapá. Os valores cobrados aos consumidores foram de 2 mil reais e outro de 600 reais.
Os investigados eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a distribuidora de energia do Estado. Os inquéritos serão encaminhados à Justiça. Os ex-funcionários vão responder por crime de corrupção passiva majorada, conforme estipulado no artigo 317, § 2º do Código Penal.
A distribuidora de energia e a empresa terceirizada estão cooperando com as investigações. A distribuidora enfatizou o compromisso em garantir a integridade de sistema e a igualdade de tratamento para todos os consumidores, reforçando que não compactua com qualquer tipo de atividade ilegal relacionada ao fornecimento de energia elétrica


