Inaceitável: Jorrnalistas são ofendidas após publicação sobre aumento de feminicídio no Amapá
Segundo o presidente da comissão de combate ao feminicídio no Amapá, Cícero Bordalo, o caso será encaminhado à Justiça para responsabilização do autor da ofensa.
O Grupo Gazeta de Comunicação registrou um episódio de ataques ofensivos direcionados a jornalistas amapaenses Ana Beatriz Sousa, Letícia Borralho, Ane Karly após a publicação de uma reportagem sobre o aumento dos casos de feminicídio.
O perfil responsável, posteriormente desativado e com nome alterado, fez comentários de teor misógino contra as profissionais, gerando indignação e ampliando o debate sobre violência e respeito no ambiente digital.
"Iremos tomar todas as providências necessárias para que o autor responda pelos atos praticados, inclusive nas esferas cível e criminal", afirmou Cícero Bordalo, presidente da comissão de combate ao feminicídio no Amapá.
Segundo ele, medidas já estão em curso para identificar o responsável.
A editora-diretora de jornalismo da Gazeta, Araciara Macedo, reforçou a gravidade do caso: "Não devemos aceitar esse tipo de violência. É uma luta de todas as mulheres. O responsável vai responder civil e criminalmente".
O caso reacende o alerta para a violência digital e ganha respaldo na legislação brasileira, que passou a tipificar a misoginia (o ódio ou aversão às mulheres) como agravante em crimes, especialmente quando envolve ataques, constrangimento ou intimidação em ambientes online.
O Portal Voz do Amapá também repudiou o episódio, destacando a necessidade de respeito às mulheres e à atuação da imprensa no estado.


