Injustiça?: Mulheres ganham 21% a menos que homens, diz pesquisa
Esse cenário está diretamente ligado à realidade enfrentada por muitas mulheres no mercado de trabalho.

Um novo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que o número de mulheres empregadas no Brasil aumentou, mesmo assim, elas ganham, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado.
E a desigualdade salarial vem aumentando: em 2024 a diferença era de 19,4%. Depois subiu para 20,7%, passou para 20,9%, chegou a 21,2%… e agora bateu os 21,3%, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado nesta semana.
Em média, as mulheres recebem cerca de R$ 3.965, enquanto os colegas ganham R$ 5.039. A pesquisa também revela que a diferença é maior nos setores da agropecuária e indústria.
Esse cenário está diretamente ligado à realidade enfrentada por muitas mulheres no mercado de trabalho. A maternidade e a responsabilidade maior com filhos e tarefas domésticas ainda fazem com que elas tenham mais pausas na carreira, menos tempo de dedicação contínua e, muitas vezes, menos acesso a cargos de liderança, o que impacta diretamente nos salários. Além disso, há concentração em áreas historicamente menos valorizadas e situações de discriminação que ainda persistem.
O cenário mostra que o Brasil precisa de novas políticas para garantir transparência, fiscalização e combate à discriminação no ambiente de trabalho.


