Inocentados: Justiça arquiva caso contra jornalistas no episódio do mata-leão de Furlan
MP conclui que não houve agressão nem desacato; defesa anuncia novas ações judiciais.

A Justiça arquivou o procedimento criminal contra os jornalistas Heverson Castro e Iran Froes após o Ministério Público do Amapá concluir que não havia elementos para sustentar as acusações de agressão e desacato feitas por duas ex-servidoras da Prefeitura de Macapá.
O caso ocorreu durante uma cobertura nas obras do Hospital Geral Municipal (HGM), quando o então prefeito Antônio Furlan imobilizou o cinegrafista Iran Froes com um golpe conhecido como "mata-leão". As imagens repercutiram nacionalmente.
No parecer, o promotor Laércio Nunes Mendes destacou que o exame de corpo de delito não identificou lesões nas denunciantes e que a discussão ocorreu em um contexto de divergência política, sem caracterizar o crime de desacato. O pedido de arquivamento foi acolhido pelo juiz Augusto Cesar Gomes Leite.
Após a decisão, a defesa informou que irá adotar medidas judiciais contra as autoras das acusações, além de reforçar representação na Corregedoria da Polícia Civil para questionar a condução da investigação. Os advogados também estudam ação contra Antônio Furlan por suposto abuso de autoridade e danos morais.
A cobertura jornalística tinha como objetivo cobrar explicações sobre a paralisação das obras do HGM. Meses depois, Furlan passou a ser investigado pela Polícia Federal na Operação Paroxismo, que apura suspeitas de irregularidades na obra.


