Investigação em sigilo: Promotor do MP-AP é afastado por órgão nacional
Além do afastamento das funções, o CNMP proibiu o promotor de acessar o prédio e as dependências do Ministério Público do Amapá.

Foto: CNMP
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou o afastamento cautelar por 60 dias do promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, irmão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB). Além da medida, o órgão instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar supostas infrações funcionais atribuídas ao membro do Ministério Público do Amapá.
A decisão foi formalizada por meio de portaria assinada pelo corregedor nacional do MP, Ângelo Fabiano Farias da Costa, com tramitação em sigilo, e publicada no Diário Eletrônico do CNMP em janeiro de 2026.
Além do afastamento das funções, o CNMP proibiu o promotor de acessar o prédio e as dependências do Ministério Público do Amapá, exceto para participação em atos relacionados ao próprio procedimento disciplinar. Também foi determinada a suspensão do acesso aos sistemas informatizados do MP-AP durante o período da medida cautelar ou até nova deliberação.
Apesar de o procedimento tramitar em sigilo, o documento do CNMP informa que há “indícios suficientes de materialidade e autoria” para a abertura do PAD. O órgão destaca que as providências buscam garantir a regular apuração dos fatos e a eventual aplicação de sanções disciplinares, caso as condutas investigadas sejam confirmadas.


