Voz do Amapá

Jovens agredidas em ônibus denunciam segurança

Caso ocorreu no último dia da Expofeira e coletivo sairia com destino a Mazagão

10/10/23

Imagem: reprodução redes sociais

JÚLIO MIRAGAIA

As três jovens agredidas por um segurança, dentro de um ônibus que sairia do Parque de Exposições da Fazendinha no último dia da Expofeira, decidiram denunciar o caso na Delegacia da Mulher, em Macapá, nesta terça-feira (10).

O episódio de violência aconteceu na madrugada de segunda-feira (9), por volta de 2h, e repercutiu nas redes sociais dividindo opiniões. O ônibus teria como destino o município de Mazagão, na região metropolitana.

O portal vozdoamapa.com conseguiu falar com uma das jovens envolvidas, Emili Monteiro, de 23 anos. Ela contou em sua versão que junto a irmã, Letícia, de 22 anos, e uma prima, Emanule, de 20 anos, teriam sido agredidas após os seguranças confundirem o namorado de uma delas com outra pessoa envolvida em uma briga na entrada do coletivo.

"Um menino deu um murro na cara de um amigo nosso e a gente mandou expulsar o cara do ônibus, porque ele estava doido querendo bater em todo mundo. Aí, ele começou a discutir com a minha prima e saiu batendo nos meninos e chamaram os seguranças. Eles expulsaram o menino do ônibus e voltaram, aí uma doida falou que a Manu também estava brigando. Aí o cara saiu puxando ela pelos cabelos lá de dentro", recorda Emili.

WhatsApp Image 2023-10-09 at 22.20.42.jpeg
Jovens decidiram denunciar o caso

A jovem relata que, junto com a irmã, começaram a puxar a prima mas o segurança então passou a agredir as três.

"Ele deu um tapa na cara da minha irmã e saiu puxando o cabelo dela. Aí eu joguei uma sandália na cara dele e falava pra ele soltar ela. Quando vi, foi minha vez de sair pisoteada do ônibus. Me arrastou pelos cabelos e me deu um monte de chutes", disse.

Emili disse ainda que chegou a fazer o boletim de ocorrência dentro da Expofeira e o caso foi encaminhado para a Delegacia de Mazagão. Porém, quando as jovens foram até a delegacia local foram informadas que o atendimento não se daria por lá.

"Nunca tinha vivido isso na minha vida, foi horrível. As cenas não saem da minha cabeça. Eu, minha prima e minha irmã estamos muito doloridas e evitando até ver os vídeos porque são aterrorizantes", declarou.

Emili finalizou dizendo que não pretende que o caso fique impune.

"Estamos cansadas de ver mulher apanhando de homem", concluiu.

O portal vozdoamapa.com deixa o espaço aberto para que os demais envolvidos no caso apresentem suas versões.

Publicidade

governo do estado
talento
argos