Legalização das terras no Amapá deve baratear o custo dos alimentos em médio prazo
A regularização irá estimular o agronegócio que terá incentivos e a possibilidade de financiamentos

Fotos: Secom/AP
Somente em 2024, o Amapá enviou para fora do estado R$ 3,7 bilhões para a compra de frango, hortaliças e alimentos como arroz e feijão devido à falta de produção local.
O agronegócio no estado não prospera por conta da falta de legalização das terras. Sem a documentação das áreas, produtores não podem acessar financiamentos para ampliar a produção.
Além disso, a ausência de terras legalizadas afasta investidores do setor produtivo do Amapá, que possui milhares de hectares disponíveis em áreas de cerrado, ideais para o cultivo de grãos sem a necessidade de desmatamento.
De acordo com o zoneamento ecológico do estado o cerrado representa 903.200 hectares, 9,25% do Amapá, com uma área total de 374 km no perímetro de Macapá até Calçoene.

Nesta quinta-feira (13/02), o Amapá receberá do presidente Lula o repasse oficial das terras. A articulação para essa conquista é antiga e foi iniciada pelo senador Davi Alcolumbre em 2019, quando presidiu o Senado pela primeira vez. Agora, a força política destrava uma espera de 32 anos, desde que o Amapá deixou de ser território.
O repasse das terras está sendo possível por causa da criação da base cartográfica e da rede geodésica do Amapá que realizaram a coleta de informações com imagens áreas e de satélite dados como água, solo, vegetação, entre outros. O trabalho foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) e o Exército Brasileiro, num convênio feito no governo de Waldez Góes, em 2017.
Com a legalização, a expectativa é que, nos próximos anos, a produção de milho e soja triplique no estado. Além disso, novas culturas poderão ser exploradas, assim como a criação de frangos e outros animais para abate, reduzindo o custo dos alimentos para a população.


