Macapá: Conselho do MP afasta promotor por suspeita de compra de votos em 2020
João Paulo teria atuado para favorecer a eleição do irmão, Antônio Furlan (MDB), que disputou o cargo de prefeito naquele pleito.

Foto: CNN/Divulgação
Segundo reportagem da CNN, publicada na segunda-feira (26), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) afastou por 60 dias o promotor João Paulo Furlan, suspeito de envolvimento em um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2020, em Macapá.
Segundo a reportagem, João Paulo teria atuado para favorecer a eleição do irmão, Antônio Furlan (MDB), que disputou o cargo de prefeito naquele pleito.
O afastamento foi determinado pelo corregedor-geral do CNMP, Ângelo Fabiano Costa, e assinado no dia 13 deste mês. A medida impede o promotor de acessar o prédio e os sistemas do Ministério Público durante o período.
De acordo com o parecer, a conduta atribuída ao promotor é considerada “incompatível com o exercício do cargo”, com indícios de improbidade administrativa e descumprimento de deveres funcionais.
Ainda segundo a CNN, a decisão tem como base uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral do Amapá, que aponta a ocorrência de compra de votos no segundo turno das eleições de 2020. Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas, entre elas o prefeito e o irmão.
O caso segue sob análise dos órgãos competentes.


