Voz do Amapá

Macapá: Justiça condena hospital privado e médicos por morte de mulher após parto

Segundo o processo, houve falha no atendimento, com demora na obtenção de sangue para transfusão e ausência de medidas eficazes para controlar o sangramento.

Macapá: Justiça condena hospital privado e médicos por morte de mulher após parto

11/12/25

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) manteve a condenação de médicos e de um hospital particular pela m0rt3 de uma mulher após complicações obstétricas. A decisão foi unânime.

A paciente faleceu após sofrer uma hemorragia pós-parto. Segundo o processo, houve falha no atendimento, com demora na obtenção de sangue para transfusão e ausência de medidas eficazes para controlar o sangramento.

A família buscou indenização e, em primeira instância, os réus foram condenados a pagar R$ 150 mil por danos morais e R$ 3 mil pelas despesas funerárias.

Os médicos e o hospital recorreram, afirmando que a complicação era imprevisível, que não houve culpa e que não poderiam ser responsabilizados pelo desabastecimento do Hemocentro do Amapá.

O laudo pericial oficial, porém, foi determinante: os peritos apontaram demora excessiva na obtenção dos hemocomponentes e negligência no controle do sangramento. A perícia também concluiu que uma transfusão precoce poderia ter aumentado as chances de sobrevivência da paciente.

Com base nessas conclusões, o TJAP manteve a condenação. O colegiado rejeitou todos os argumentos dos apelantes e confirmou a responsabilidade dos profissionais e do hospital. O pedido da família por pensão mensal para a filha da vítima, porém, foi negado.

O processo, de nº 0012976-22.2016.8.03.0001, foi julgado na terça-feira (9).

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