Macapá: Justiça condena hospital privado e médicos por morte de mulher após parto
Segundo o processo, houve falha no atendimento, com demora na obtenção de sangue para transfusão e ausência de medidas eficazes para controlar o sangramento.

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) manteve a condenação de médicos e de um hospital particular pela m0rt3 de uma mulher após complicações obstétricas. A decisão foi unânime.
A paciente faleceu após sofrer uma hemorragia pós-parto. Segundo o processo, houve falha no atendimento, com demora na obtenção de sangue para transfusão e ausência de medidas eficazes para controlar o sangramento.
A família buscou indenização e, em primeira instância, os réus foram condenados a pagar R$ 150 mil por danos morais e R$ 3 mil pelas despesas funerárias.
Os médicos e o hospital recorreram, afirmando que a complicação era imprevisível, que não houve culpa e que não poderiam ser responsabilizados pelo desabastecimento do Hemocentro do Amapá.
O laudo pericial oficial, porém, foi determinante: os peritos apontaram demora excessiva na obtenção dos hemocomponentes e negligência no controle do sangramento. A perícia também concluiu que uma transfusão precoce poderia ter aumentado as chances de sobrevivência da paciente.
Com base nessas conclusões, o TJAP manteve a condenação. O colegiado rejeitou todos os argumentos dos apelantes e confirmou a responsabilidade dos profissionais e do hospital. O pedido da família por pensão mensal para a filha da vítima, porém, foi negado.
O processo, de nº 0012976-22.2016.8.03.0001, foi julgado na terça-feira (9).


