Macapá: MPE aponta esquema de carona e compra de votos nas eleições de 2020
A denúncia foi apresentada pela procuradora da República Sarah Cavalcante ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

Foto: Jesiel Braga-PMM/Divulgação
Um suposto esquema de transporte irregular oferecido a eleitores e compra de votos teria sido praticado durante as eleições municipais de 2020 em Macapá. A denúncia foi apresentada pela procuradora da República Sarah Cavalcante ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).
De acordo com as investigações, entre os meses de setembro e dezembro daquele ano, um grupo de pessoas teria atuado de forma organizada para estruturar o comando financeiro que sustentava a operação, com o objetivo de, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), “corromper o processo eleitoral”.
O MPE aponta o então candidato Antônio Furlan (hoje prefeito) como o principal beneficiário do suposto esquema. Conforme a denúncia, grupos de WhatsApp teriam sido utilizados para repassar ordens, coordenar o transporte de eleitores e alinhar a realização de pagamentos.
Perícias realizadas em aparelhos celulares apreendidos durante a investigação identificaram diálogos considerados explícitos, com menções a valores para a compra de votos, confirmações de votação e promessas de pagamento direcionadas a grupos específicos de eleitores.
Segundo a procuradora da República, o conjunto de provas indica que a prática teria comprometido a lisura do pleito, convertendo a eleição em um “mercado clandestino de votos”, sustentado por recursos em espécie e por uma coordenação centralizada.
Ainda conforme o Ministério Público Eleitoral, uma eventual condenação não deve atingir o mandato atual, obtido nas eleições de 2024, mas pode resultar em sanções como multa e inelegibilidade para futuras disputas eleitorais.


