Voz do Amapá

Macapá: MPE aponta esquema de carona e compra de votos nas eleições de 2020

A denúncia foi apresentada pela procuradora da República Sarah Cavalcante ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

Macapá: MPE aponta esquema de carona e compra de votos nas eleições de 2020

16/12/25

Foto: Jesiel Braga-PMM/Divulgação

Um suposto esquema de transporte irregular oferecido a eleitores e compra de votos teria sido praticado durante as eleições municipais de 2020 em Macapá. A denúncia foi apresentada pela procuradora da República Sarah Cavalcante ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

De acordo com as investigações, entre os meses de setembro e dezembro daquele ano, um grupo de pessoas teria atuado de forma organizada para estruturar o comando financeiro que sustentava a operação, com o objetivo de, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), “corromper o processo eleitoral”.

O MPE aponta o então candidato Antônio Furlan (hoje prefeito) como o principal beneficiário do suposto esquema. Conforme a denúncia, grupos de WhatsApp teriam sido utilizados para repassar ordens, coordenar o transporte de eleitores e alinhar a realização de pagamentos.

Perícias realizadas em aparelhos celulares apreendidos durante a investigação identificaram diálogos considerados explícitos, com menções a valores para a compra de votos, confirmações de votação e promessas de pagamento direcionadas a grupos específicos de eleitores.

Segundo a procuradora da República, o conjunto de provas indica que a prática teria comprometido a lisura do pleito, convertendo a eleição em um “mercado clandestino de votos”, sustentado por recursos em espécie e por uma coordenação centralizada.

Ainda conforme o Ministério Público Eleitoral, uma eventual condenação não deve atingir o mandato atual, obtido nas eleições de 2024, mas pode resultar em sanções como multa e inelegibilidade para futuras disputas eleitorais.

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