Major de reserva é condenado a 21 anos em regime fechado por morte de tenente
Homicídio ocorreu em fevereiro do ano passado, em briga de trânsito que foi presenciada pelo filho da vítima, de 4 anos
Imagem: Tjap/divulgação
Por JÚLIO MIRAGAIA
O major da reserva remunerada da Polícia Militar, Joaquim Pereira da Silva, o Xamã, de 63 anos, foi condenado a 21 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio do tenente, também da PM do Amapá, Kleber Santana. A sentença foi dada no começo da madrugada desta terça-feira (24), após 16h do júri popular presidido pela juíza Rosalia Bodnar.
O réu também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 80 mil por danos à família da vítima. A magistrada confirmou ainda que Xamã não terá direito de recorrer em liberdade. No entendimento do Conselho de Sentença, o major matou por motivo fútil e torpe, o que impossibilitou defesa da vítima.


Joaquim Pereira da Silva foi o autor dos quatro disparos que tiraram a vida do tenente Kleber, de 42 anos, durante uma briga de trânsito no dia 24 de fevereiro de 2022. O caso ocorreu no Centro de Macapa, no cruzamento da rua Odilardo Silva com a avenida Cora de Carvalho. O filho do policial morto, um menino de 4 anos, estava com o pai dentro do carro da família e era levado à escola no momento do homicídio.
Em sua defesa, o major da reserva declarou que agiu em legítima defesa, pois havia sido xingado e viu o tenente o ameaçar com uma arma. A versão foi contestada pela acusação que tratou o crime como homicídio qualificado e que Xamã assumiu o risco de matar tanto o tenente, quanto a criança.


