'Não tem nem dipirona’: Moradores denunciam falta de remédios e portas fechadas nas UBS’s, após afastamento de Furlan
Um morador denunciou que não há sequer medicamentos básicos na UBS do bairro Perpétuo Socorro, na zona oeste da cidade.
Quem procurou atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Macapá nesta quinta-feira (5) encontrou dificuldades, como portas fechadas e falta de remédios considerados básicos.
A situação ocorre um dia após o afastamento do prefeito Antônio Furlan, alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de recursos na área da saúde no município.
Um morador denunciou que não há sequer medicamentos básicos na UBS do bairro Perpétuo Socorro, na zona oeste da cidade.
“Não tem nem dipirona! E ele ainda quer ser candidato a governador, vocês acreditam?”, disse o homem, ao se referir a Antônio Furlan.
Outra paciente afirmou ter encontrado um posto de saúde fechado em pleno horário comercial. A idosa relatou que precisa de medicamentos de uso contínuo.
“Tenho diabetes, colesterol alto e preciso de remédios. Vou ter que comprar, porque não me deram. Deviam usar o dinheiro que foi desviado para comprar medicamentos e colocar nos postos de saúde para as pessoas que estão precisando”, afirmou.
Horas após o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal, Furlan apresentou pedido de renúncia ao cargo. No documento encaminhado à Câmara Municipal, ele afirmou que tomou a decisão considerando o “anseio público” e citou “inúmeras pesquisas de intenção de voto” relacionadas à disputa pelo governo do Amapá.


