“Nos orgulhamos dos índices ambientais e queremos desenvolvimento”, diz Clécio, na abertura da COP30
Além do Pará, o Amapá é o único estado do Norte com estande próprio no evento.

Durante a abertura oficial da conferência, o governador Clécio Luís destacou o protagonismo do Amapá na agenda ambiental global.
“O Amapá chega grande na COP, com uma delegação que se faz grande não só pela presença física, mas pela autoridade moral que o estado tem para falar de meio ambiente. Esta será a COP da verdade, vamos mostrar a insustentabilidade. Nós nos orgulhamos muito dos nossos índices ambientais, mas queremos desenvolvimento, sobretudo um desenvolvimento ético, que cabe perfeitamente na história do Amapá. Continuamos fazendo todos os deveres de casa para poder chegar à COP30 e dizer que a Amazônia amapaense tem propostas muito claras”, ressaltou.
Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 reúne lideranças mundiais e representantes da sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. Organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a programação segue até o dia 21 de novembro.
Durante a cerimônia de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância de sediar o evento no coração da floresta.
“Trazer a COP para o coração da Amazônia foi uma tarefa árdua, mas necessária. A Amazônia não é uma entidade abstrata. Quem só vê floresta de cima desconhece o que se passa à sua sombra. O bioma mais diverso da Terra é a casa de quase 50 milhões de pessoas, que ainda enfrentam desafios sociais e econômicos. O Brasil luta para superá-los com a mesma determinação com que contornou as adversidades logísticas inerentes à organização de uma conferência deste porte”, afirmou o presidente.
A comitiva do Amapá chegou à capital paraense no domingo (9), em um ferry boat, e é formada por representantes indígenas, quilombolas, gestores públicos, pesquisadores, cientistas, jornalistas, professores, estudantes, empreendedores da bioeconomia, artistas e membros da sociedade civil.
No estande próprio, o estado apresenta suas potencialidades, experiências em inovação e alternativas sustentáveis que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento econômico.


