Operação prende administradores de “Clube VIP" do crime para faccionados
Os associados pagavam taxa para ter direito a traficar drogas e planejar roubos
Fonte e imagens: Polícia Federal
As investigações da Força Tarefa de Segurança Pública do Amapá conseguiram identificar um esquema organizado de grupos criminosos. Os administradores cobravam uma taxa mensal para que os "associados" que fazem parte de facções criminosas tivessem autorização para traficar em determinadas áreas, participar de planejamento de furtos e roubos, vender produtos ilícitos e participar de uma espécie de "Tribunal do Crime" onde se decidia quem devia viver ou morrer de acordo com as regras da facção.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão preventiva nos bairros Infraero l e ll, Açaí, Universidade, Vila Nova e Residencial Fé em Deus, em Macapá. A ação é um desdobramento da Operação Caixinha, deflagrada em 10 de março de 2023. Durante a ação foi usado um cão farejador para facilitar a localização de entorpecentes escondidos. As buscas se concentram em forros no telhado, colchões, vasos de plantas e até dentro de poços.
A Força Tarefa também identificou indivíduos que promovem e gerenciam as guerras de facções. É deste seleto "grupo" que saem ordens para executar rivais que "invadem território" dominado por organizações criminosas já estabelecidas.
Os investigados são possíveis lideranças, sub lideranças e membros de facção, sendo que alguns já responderam por crimes quando menores de idade. Com a atual investigação, podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, integrar organização criminosa, furto, roubo e homicídio.
A operação deflagrada nesta segunda, 26, recebeu o nome de One Hundred. Fazem parte da Força Tarefa de Segurança Pública (FTSP) a Polícia Federal, PRF, PM, PC, IAPEN e SEJUSP. A ação de hoje contou ainda com o apoio do GAECO-MP/AP, 2º e 6º Batalhão de Polícia Militar, além da Força Tática e CORE-PC/AP.


