Desmascarando a Quadrilha: Como o descuido das vítimas era explorado para cometer crimes virtuais
Pix programado nunca pagos, aluguel de imóveis de terceiros estavam no repertório de crimes

A Polícia Civil do Estado do Amapá deflagrou em Macapá a Operação Strike, com o cumprimento de 20 mandados judiciais - 10 de prisão preventiva, incluindo dois dentro do Iapen, e 10 de busca e apreensão.
Nove pessoas foram presas sob acusação de pertencer a uma quadrilha que se aproveitava das “facilidades da internet” para enganar as vítimas. O grupo negociava produtos anunciados, pagava com pix programado e desaparecia após receber os bens. Os integrantes utilizavam táticas para distrair as vítimas no momento da retirada dos produtos.
Os criminosos ofereciam serviços de frete e ficavam com as entregas, além de clonarem anúncios reais para enganar pessoas interessadas em alugar imóveis para festas. Pediam dinheiro adiantado, e as vítimas só percebiam o golpe no dia do evento.
O Delegado Nixon Kenedy, coordenador da operação, informou que a organização criminosa enganou dezenas de vítimas.
“Os bandidos utilizavam aplicativos de mensagens e perfis falsos para cometer seus crimes. Para receber as transferencias, e fazer pix fraudulentos, usavam contas bancárias cedidas de pessoas que acreditavam que não seriam pegas”. explica Nixon Kenedy
Durante a operação, um casal foi preso em flagrante por tráfico de drogas, e foram apreendidos diversos tipos de entorpecentes, balanças de precisão, material para embalar drogas e dinheiro. Cinco celulares também foram apreendidos.
O inquérito aponta três líderes do grupo e outros envolvidos atuando como operadores, beneficiando-se das atividades ilícitas, seja cedendo contas bancárias, recebendo bens obtidos de forma ilegal ou participando de outras maneiras.
Os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e fraude eletrônica e aguardarão a audiência de custódia.


