Pai que antes não podia trabalhar comemora felicidade de filho autista na escola
"Roda de conversa discute acolhimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista nas escolas da capital"

O projeto "Roda de Conversa nas Escolas", realizado nas escolas municipais da capital, promove o diálogo entre pais, professores e funcionários delas, buscando a criação de políticas públicas voltadas para a cidadania. A iniciativa faz parte das ações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Macapá e visa fortalecer a relação entre escola, aluno e família, gerenciar conflitos existentes e solucionar demandas, além de abordar temas relevantes da sociedade, como inclusão social, diversidade e respeito mútuo.
O primeiro encontro do projeto foi realizado na Escola Wilson Malcher, situada na Zona Sul da capital, e contou com a participação de pais, professores e funcionários, além das Coordenadorias de Juventude, Mulheres, Diversidade, Pessoa com Deficiência e Idosos. Durante o encontro, foram discutidos temas como a importância de ambientes afetivos para o desenvolvimento das crianças, o gerenciamento de conflitos e a solução de demandas, com um foco especial na inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Além disso, as psicólogas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) realizaram atividades lúdicas com os alunos na sala. Ao final, as crianças que participaram da roda de conversa com os pais receberam presentes, e os pais agradeceram a iniciativa e destacaram a importância da escola para o desenvolvimento de seus filhos.
O secretário municipal de Direitos Humanos, Raimundo Azevedo, destacou a importância do projeto para a criação de políticas públicas voltadas diretamente à comunidade escolar. Segundo ele, a discussão sobre o autismo foi fundamental na escola, que tem mais de 40 crianças com TEA. O objetivo da gestão é trabalhar temas e assuntos da sociedade a partir das demandas da escola, sempre com um olhar voltado para reflexões dos direitos humanos e cidadania.
Alaci dos Santos, de 47 anos, é pai de Walisson, de 07 anos, que tem o diagnóstico de TEA. Ele explicou que tinha muita dificuldade em sair para trabalhar, pois não tinha com quem deixar a criança. O acolhimento na escola permitiu mais independência tanto para o pai como para o filho. "Eu tinha muita dificuldade para encontrar um local seguro e acolhedor para meu filho. Ele sofria muito, hoje percebo que fica feliz quando chega o horário da aula", disse Alaci.


