Voz do Amapá

Pai que antes não podia trabalhar comemora felicidade de filho autista na escola

"Roda de conversa discute acolhimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista nas escolas da capital"

Pai que antes não podia trabalhar comemora felicidade de filho autista na escola

27/04/23

O projeto "Roda de Conversa nas Escolas", realizado nas escolas municipais da capital, promove o diálogo entre pais, professores e funcionários delas, buscando a criação de políticas públicas voltadas para a cidadania. A iniciativa faz parte das ações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Macapá e visa fortalecer a relação entre escola, aluno e família, gerenciar conflitos existentes e solucionar demandas, além de abordar temas relevantes da sociedade, como inclusão social, diversidade e respeito mútuo.

O primeiro encontro do projeto foi realizado na Escola Wilson Malcher, situada na Zona Sul da capital, e contou com a participação de pais, professores e funcionários, além das Coordenadorias de Juventude, Mulheres, Diversidade, Pessoa com Deficiência e Idosos. Durante o encontro, foram discutidos temas como a importância de ambientes afetivos para o desenvolvimento das crianças, o gerenciamento de conflitos e a solução de demandas, com um foco especial na inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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Fotos: Andressa Macedo/PMM 

Além disso, as psicólogas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) realizaram atividades lúdicas com os alunos na sala. Ao final, as crianças que participaram da roda de conversa com os pais receberam presentes, e os pais agradeceram a iniciativa e destacaram a importância da escola para o desenvolvimento de seus filhos.

O secretário municipal de Direitos Humanos, Raimundo Azevedo, destacou a importância do projeto para a criação de políticas públicas voltadas diretamente à comunidade escolar. Segundo ele, a discussão sobre o autismo foi fundamental na escola, que tem mais de 40 crianças com TEA. O objetivo da gestão é trabalhar temas e assuntos da sociedade a partir das demandas da escola, sempre com um olhar voltado para reflexões dos direitos humanos e cidadania.

Alaci dos Santos, de 47 anos, é pai de Walisson, de 07 anos, que tem o diagnóstico de TEA. Ele explicou que tinha muita dificuldade em sair para trabalhar, pois não tinha com quem deixar a criança. O acolhimento na escola permitiu mais independência tanto para o pai como para o filho. "Eu tinha muita dificuldade para encontrar um local seguro e acolhedor para meu filho. Ele sofria muito, hoje percebo que fica feliz quando chega o horário da aula", disse Alaci.

 

 

 

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