PMS envolvidos em incidente fatal com líder sindical dos taxistas no Amapá são afastados
O inquerito policial será conduzido pelo delegado Wellington Ferraz

A Corregedoria da Polícia Militar afastou os quatro PMS envolvidos na intervenção que resultou na morte do presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintax), Leandro de Souza Abreu, de seus cargos. Segundo o Comando Geral da Polícia Militar do Amapá, a ocorrência foi atendida por militares do 1º Batalhão na noite de sexta-feira (26). O comandante geral da PM, coronel Adilton Corrêa, informou à imprensa que a Corregedoria iniciou as investigações imediatamente após os fatos. Testemunhas afirmaram que uma pessoa armada teria obrigado dois homens a entrar em um táxi branco.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que um inquerito policial já foi instaurado. As investigações serão conduzidas pelo delegado Wellington Ferraz, que possui grande experiência na apuração de homicídios no Amapá.
Ocorrência
No último dia 26, a PM abordou um veículo no bairro do Muca, localizado na Zona Sul da capital, no qual estavam quatro pessoas: Leandro, um homem com tornozeleira eletrônica, um menor de idade que foi ferido por disparos e o motorista do carro, que foi detido e levado ao Ciosp do Pacoval. Os PMS envolvidos na ocorrência afirmaram que a abordagem ocorreu após uma denúncia de que os ocupantes do veículo estavam armados. A versão apresentada pelos PMS é contestada pela família de Leandro, que informou que o presidente do Sindicato dos Taxistas do Amapá (Sintax), Leandro de Souza Abreu, e um homem com tornozeleira eletrônica foram mortos na ocorrência. Um menor de idade que estava no veículo foi baleado e encaminhado ao Hospital de Emergência. O motorista do veículo não sofreu ferimentos e foi levado ao Ciosp do Pacoval.


