Voz do Amapá

Segundo turno: Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que vai pedir anulação dos votos

Flávio criticou a prorrogação em duas horas do horário de votação, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.

Segundo turno: Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que vai pedir anulação dos votos

26/10/26

Foto: BBC News

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República no segundo turno, não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e criticou  a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o horário de encerramento da votação em todo o país.

​"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável e nunca tinha acontecido na história do Brasil. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou Flávio.
 
​Logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçou a lisura do pleito e declarou ter "absoluta segurança em todo o processo eleitoral".  

​Entenda o Caso

​Lula (PT) garantiu a reeleição ao obter 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 48,21%.  
​
​Ao longo do dia de votação, ambas as candidaturas apresentaram solicitações ao TSE para adiar o encerramento das urnas em diferentes regiões:  

​Campanha de Lula: Relatou irregularidades e escassez no transporte público em diversas capitais, como Salvador (BA), citando frota reduzida e cobrança indevida de passagens. Diante do cenário, a coligação petista recorreu também ao STF.  

​Campanha de Flávio Bolsonaro: Pediu a prorrogação da votação em municípios afetados por fortes chuvas nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.  

​Decisão do STF

​A determinação para estender o horário de votação até as 19h partiu do ministro Cristiano Zanin, do STF, em atendimento ao recurso formulado pela campanha petista.  
​Após a consolidação dos dados, o ministro Nunes Marques oficializou o resultado favorável a Lula e reiterou a confiança nas urnas eletrônicas. 

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