Técnicos do MS chegam ao Amapá para auxiliar no enfrentamento da crise de doenças respiratórias
A vinda dos especialistas foi articulada pelo deputado federal Dorinaldo Malafaia.
Nesta segunda-feira, 15, o Ministério da Saúde encaminhou técnicos para reforçar a equipe de enfrentamento da crise de doenças respiratórias infantis no Amapá. O Ministério da Saúde também já anunciou uma série de medidas para auxiliar o estado, após o decreto de emergência no sábado, 13.
A ação rápida foi articulada pelo deputado federal Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), que está auxiliando o Governo do Amapá em várias ações. Nesta segunda-feira, foi realizada uma reunião operacional em Brasília, com membros do Ministério da Saúde e da Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá, para definir as estratégias. O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Márcio Henrique Garcia, informou que o Ministério da Saúde irá fornecer suporte na gestão hospitalar, reforçar as ações assistenciais, investigação epidemiológica e gestão de emergência.
Outra frente que está sendo discutida é o auxílio para reforçar a vacinação de crianças com idade entre 6 meses e 6 anos incompletos. Em março, o estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 264 mil doses da vacina contra a influenza. Originalmente, a entrega estava programada para ocorrer em abril, mas devido ao aumento da circulação do vírus na Região Norte, a campanha foi antecipada este ano. A cidade de Macapá, capital do estado, recebeu um total de 143.409 doses, enquanto Santana recebeu 39.845 doses. Laranjal do Jari e Oiapoque contaram com 14.437 e 16.021 doses, respectivamente. As demais prefeituras também receberam as doses do imunizante.
De acordo com Maria Angélica Oliveira, coordenadora de Imunizações da Superintendência de Vigilância em Saúde, a meta é atingir uma cobertura de 90% nos grupos prioritários.
Na reunião de sábado, 13, entre o governador Clécio Luís e os prefeitos, os gestores, principalmente aqueles que têm grande concentração da população em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas, relataram a dificuldade de realizar as vacinações por falta de estrutura. Até o final do ano passado, as prefeituras contavam com o apoio do Programa estadual "Vacina em Casa", com equipes de imunização e logística financiadas pelo governo estadual. No início deste ano, o programa foi reduzido."
Óbitos
Secretaria de Saúde do Amapá,(SESA) confirmou a morte de três crianças internadas no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) do Amapá. A suspeita é que a causa dos óbitos seja a síndrome respiratória.


