Tem petróleo: Lula visita área de pesquisa com Clécio e Davi no Amapá
A agenda ocorreu poucos dias após a estatal anunciar a identificação de hidrocarbonetos no primeiro poço explorado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta segunda-feira (17), em Oiapoque, o navio-sonda da Petrobras responsável pelas pesquisas na Margem Equatorial. A agenda ocorreu poucos dias após a estatal anunciar a identificação de hidrocarbonetos no primeiro poço explorado na Bacia da Foz do Amazonas.
A visita contou com a presença do governador do Amapá, Clécio Luís, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Durante a agenda, Lula destacou a importância estratégica da descoberta para o país e defendeu a soberania brasileira sobre suas riquezas naturais. O presidente afirmou que o Brasil deve ter autonomia para decidir sobre a exploração do petróleo encontrado na região.
Para Clécio, o avanço das pesquisas representa um novo momento para o estado e amplia as perspectivas de desenvolvimento ligadas à Margem Equatorial.
“O Amapá não é mais uma promessa, é uma realidade. O Amapá é o futuro da sua própria gente e do Brasil”, afirmou o governador.
Davi Alcolumbre, que esteve entre os principais defensores dos estudos para exploração de petróleo na região, também destacou a importância da soberania nacional durante a visita. Em seu discurso, o senador criticou pressões externas sobre as decisões brasileiras.
“Deixem que nós, brasileiros, que lutamos pela defesa do nosso Brasil, decidamos o que nós queremos do Brasil”, afirmou.
Alcolumbre também disse que o debate sobre a Margem Equatorial enfrentou críticas dentro e fora do país, mas ressaltou a importância da busca pela soberania energética brasileira.
A Petrobras informou que os trabalhos permanecem na fase de avaliação exploratória. Os estudos agora buscam dimensionar o volume existente no reservatório e verificar se a acumulação apresenta viabilidade econômica para uma futura produção.
A perfuração do poço ainda não foi concluída e a expectativa é de que novas etapas da pesquisa ajudem a revelar o potencial da área. Para o Amapá, o avanço dos estudos abre novas perspectivas de investimentos, geração de oportunidades e desenvolvimento econômico.



